Por: Alex Colimbini –
As urnas falaram. E falaram alto!
O primeiro turno das eleições de 2026 deixou um recado impossível de ignorar: o bolsonarismo continua vivo, forte e com uma capacidade impressionante de mobilizar milhões de brasileiros.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente do presidente Lula, conquistando 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Uma diferença que contrariou expectativas e mostrou a força eleitoral da direita brasileira.
Mas existe outro grande personagem nessa eleição: Jair Messias Bolsonaro. Mesmo preso, inelegível e submetido a restrições judiciais, o ex-presidente viu seu grupo político conquistar resultados expressivos.
Seu filho Carlos Bolsonaro conquistou uma vaga no Senado por Santa Catarina. Jair Renan foi eleito deputado federal, assim como Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente.
E não parou por aí! O PL elegeu 19 senadores e deverá começar 2027 com uma bancada de 28 parlamentares, a maior do Senado. Entre os eleitos estão Bia Kicis, Carol de Toni, Carlos Jordy, Carlos Portinho, Domingos Sávio e outros nomes ligados ao campo conservador.
A direita também demonstrou força nos estados, com vitórias importantes, como as de Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e Cleitinho, em Minas Gerais.
Para os apoiadores de Bolsonaro, esse resultado representa muito mais do que uma vitória partidária. É uma demonstração de resistência política.
Parte desse eleitorado manifesta profunda insatisfação com o governo Lula e com decisões do Supremo Tribunal Federal, especialmente aquelas associadas aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. São críticas que envolvem liberdade de expressão, limites da atuação judicial e equilíbrio entre os Poderes.
Independentemente das diferentes interpretações sobre essas decisões, o tamanho dessa insatisfação não pode ser desprezado.
A eleição também mostrou que Lula enfrenta um país dividido e uma oposição muito mais competitiva do que seus aliados esperavam.
Agora, com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a disputa ganha uma nova dimensão. Flávio Bolsonaro recebeu apoios importantes, como os de Ronaldo Caiado e Romeu Zema, enquanto Tarcísio de Freitas participa das articulações para ampliar sua base política.
O resultado final ainda depende da decisão dos eleitores. Mas uma conclusão já pode ser feita: aqueles que apostaram no desaparecimento político de Jair Bolsonaro terão de rever suas previsões.
O ex-presidente não estava nas urnas como candidato, mas sua influência esteve presente em boa parte das grandes disputas eleitorais.
Jair Bolsonaro não conquistou a Presidência nesta eleição. Mas, politicamente, saiu do primeiro turno como o maior vencedor.
O recado foi dado. E agora, no dia 25 de outubro, caberá novamente ao povo brasileiro escrever o próximo capítulo da nossa história.


