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Nova Jersey (EUA), 21 de julho de 2026 — A final da Copa do Mundo 2026 terminou com a Espanha a sagrar-se bicampeã do mundo ao bater a Argentina por 1-0, após prolongamento. Mas o que ficou na memória não foi apenas o gol de Ferran Torres. Foi o espetáculo lamentável de falta de fair play, confrontos físicos e uma petição online que quase entrou para o Guinness.
Mal o árbitro apitou o final, o jogo prolongou-se fora de campo. Nahuel Molina desferiu um murro em Rodri, Leandro Paredes agarrou Eric García pela garganta e Thiago Almada envolveu-se na confusão. O auxiliar Roberto Ayala também foi visto no meio do tumulto. A FIFA já abriu processo disciplinar e nomeou um procurador de ética para investigar os incidentes, que podem resultar em suspensões pesadas por “violar as regras básicas de conduta decente” e “lançar descrédito sobre o futebol”.
O gesto que chocou o mundo
A falta de espírito desportivo não parou aí. Durante a cerimónia de premiação, com Donald Trump e Gianni Infantino presentes, os jogadores argentinos — incluindo Lionel Messi — viraram as costas ao pódio enquanto a Espanha recebia as medalhas de ouro e levantava a taça. Em vez de aplaudir os vencedores ou formar um corredor de honra, a Albiceleste preferiu evitar ver o trinfo do adversário. Um ato classificado como “vergonhoso”, “patético” e “sem classe” por grande parte da imprensa internacional.
O descontentamento não ficou restrito ao relvado. A campanha online “Argentina Out” recolheu mais de 23 milhões de assinaturas (23.316.108, para ser exato) de pessoas de 170 países em menos de uma semana. A petição acusava a FIFA e os árbitros de parcialidade a favor de Messi e da Argentina, citando decisões controversas (especialmente contra o Egito), a faixa “Las Malvinas son Argentinas” após a meia-final com a Inglaterra e o alegado favoritismo.
O número ficou a poucos milhões do recorde Guinness (24.319.181 assinaturas da campanha Jubilee 2000 de 1997). Após a derrota, o site encerrou com a mensagem: “A FIFA ignorou-nos, mas a Espanha cumpriu. Obrigado, Espanha”.
Este Mundial já vinha carregado de polêmicas: preços exorbitantes dos bilhetes, pausas para hidratação excessivas, a proximidade Trump-Infantino, arbitragens duvidosas e alegações de favorecimento. A Argentina contribuiu para desacreditar ainda mais a competição com atitudes que muitos consideram arrogantes e anti-desportivas.
O futebol merecia melhor. A Espanha, com mérito, ergueu a taça. A Argentina, infelizmente, sai da competição com uma imagem que vai demorar a limpar. O desporto não é só ganhar — é também saber perder com dignidade. A Argentina falhou nesse teste.


