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A procuradora federal dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts, Leah Foley, negou neste domingo (26) que o Departamento de Justiça americano esteja “perseguindo” o estado ao mandar observadores eleitorais para Boston e New Bedford nas primárias de setembro.
“Isso não é novidade. Dizer que Massachusetts está sendo escolhido como alvo por este Departamento de Justiça por qualquer motivo indevido é simplesmente falso”, afirmou Foley em entrevista ao programa On the Record, da emissora WCVB.
Os fiscais federais, que acompanharão as duas cidades de Massachusetts, também serão enviados a localidades do Arizona, Michigan, Minnesota, New Hampshire e Virgínia. Segundo o próprio Departamento de Justiça, a operação integra um esforço para aumentar a confiança dos eleitores e a precisão do processo — posição com a qual Foley concorda.
“Não estamos fazendo isso para denegrir o estado de Massachusetts”, disse ela. A procuradora lembrou que observadores já foram enviados ao estado noutras ocasiões e “várias vezes, em diferentes administrações”, e que a prática se repete em vários pontos do país. Ela própria já atuou como fiscal na Louisiana, depois do furacão Katrina.
“Garantir que as eleições ocorram com integridade não deveria gerar polêmica”, declarou Foley.
Perguntada se a fraude eleitoral é um problema em Massachusetts, a procuradora respondeu: “Seja ou não um problema, não vejo nenhuma evidência de que seja algo generalizado no estado”. Em seguida, completou: “Mas, como autoridades federais, temos o dever de assegurar que a população confie que as eleições são conduzidas de forma competente e íntegra”.
Na mesma conversa, Foley também falou sobre imigração e as políticas da gestão Trump. Evitou comentar casos fora de sua área de atuação, inclusive a morte de um homem no Maine provocada por um agente do ICE.
“Não era da nossa jurisdição e, por isso, não tenho informações sobre o que ocorreu”, afirmou. “Uma das coisas que, na minha visão, alimenta o descontentamento no país é as pessoas partirem de pressupostos. Quando acontece algo grave, não se pode assumir os fatos de antemão.”
Foley classificou como “altamente irresponsável” especular sobre investigações ainda incompletas ou sobre as quais não dispõe de todos os elementos. Pelo mesmo motivo, também se recusou a falar sobre as apurações que envolvem o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.


