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Boston (EUA) – Moradores de Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e outras partes do Nordeste dos Estados Unidos foram surpreendidos no sábado (30 de maio) por um forte estrondo que sacudiu janelas e fez o chão tremer, gerando relatos iniciais de possível terremoto ou explosão. A causa, confirmada pela Nasa, foi a fragmentação de um meteoro que viajava a mais de 120 mil km/h na atmosfera terrestre.
Por volta das 14h06 (horário local), o objeto, estimado em cerca de 1 metro de diâmetro, entrou na atmosfera e se desintegrou a aproximadamente 64 quilômetros de altitude, sobre o nordeste de Massachusetts e o sudeste de New Hampshire. A energia liberada no evento foi equivalente a cerca de 300 toneladas de TNT, o suficiente para produzir um boom sônico audível e sentido em uma vasta região, incluindo Boston, Newport e Portland.
A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) descartou qualquer ligação com chuvas de meteoros ativas, reentrada de detritos espaciais ou satélites. “Foi um bólido diurno natural”, informou a agência em comunicado. Imagens de satélite da NOAA, normalmente usadas para detectar raios, capturaram o momento exato da explosão, e radares meteorológicos de Boston e Nova York registraram claramente a queda de fragmentos.
Os pedaços do meteoro, que podem ter se transformado em meteoritos, caíram no centro da **Cape Cod Bay**, baía com profundidade de cerca de 34 metros no local do impacto. A Nasa chegou a brincar com o termo “fishy squisher” (algo como “esmagador de peixes”) para descrever a queda na água. Embora tecnicamente possível recuperar os fragmentos – meteoritos são magnéticos e a profundidade permite o uso de uma corda com imã –, não há registros de buscas ou achados até o momento.
A Sociedade Americana de Meteoros (AMS) recebeu mais de 80 relatos de testemunhas oculares, incluindo vídeos de um rastro brilhante no céu diurno. Muitos moradores descreveram o som como “um trovão forte” ou “uma árvore caindo sobre a casa”. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou rapidamente que não se tratava de atividade sísmica.
Eventos como este são raros, mas não inéditos. Meteoros de tamanho semelhante explodem na atmosfera com frequência, porém poucos produzem estrondos tão perceptíveis em áreas densamente povoadas. Cientistas destacam a importância do episódio para estudos sobre composição de corpos celestes e riscos de impactos maiores.
Até o fechamento desta reportagem, a Nasa e a AMS não registraram danos ou feridos. Especialistas seguem monitorando os dados de radar para mapear com precisão a área de dispersão subaquática. Caçadores amadores de meteoritos já especulam sobre o valor potencial dos fragmentos, que podem chegar a dezenas de dólares por grama, dependendo da composição.


