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WASHINGTON — O número de americanos beneficiados pelo programa federal de assistência alimentar SNAP caiu quase 13% em um ano, em meio à entrada em vigor de novas regras de elegibilidade e exigências de trabalho impostas pelo governo de Donald Trump.
Dados mais recentes, referentes a junho de 2026, mostram que 36,4 milhões de pessoas recebiam o benefício, contra cerca de 42 milhões em 2025. Entre os que deixaram o programa estão aproximadamente 1,5 milhão de crianças.
Trump atribui parte da redução à melhora da economia e ao aumento da renda das famílias. Mas a queda também coincide com mudanças aprovadas em um amplo pacote de impostos e gastos sancionado pelo presidente em julho de 2025.
As novas regras restringiram o acesso de alguns imigrantes legalmente residentes nos Estados Unidos e ampliaram as exigências de trabalho. Para determinados beneficiários, o auxílio pode ficar limitado a três meses quando não houver trabalho, treinamento ou voluntariado por pelo menos 80 horas mensais. O limite de idade para essas exigências também foi ampliado, passando gradualmente de 54 para 64 anos.
O impacto varia entre os estados. No Arizona, o número de beneficiários caiu quase pela metade. Louisiana e Illinois registraram redução de aproximadamente 20%.
A partir de outubro de 2026, os estados também passaram a assumir 75% dos custos administrativos do SNAP, contra 50% anteriormente. Segundo estimativas federais, a mudança representará cerca de US$ 17 bilhões adicionais para estados e governos locais nos próximos cinco anos.
Outra alteração prevista para outubro de 2027 poderá obrigar os estados a financiar até 15% do custo dos benefícios. O percentual dependerá das chamadas taxas de erro, que medem pagamentos acima ou abaixo do valor correto.
Estados com taxas superiores a 10% poderão assumir 15% dos benefícios pagos. Autoridades estaduais temem que o aumento dos custos leve a cortes em outras áreas, maior burocracia ou até à desistência do programa.
A disputa também chegou ao Congresso, onde democratas defendem adiar as novas responsabilidades financeiras. O debate poderá ganhar força após as eleições legislativas de novembro.


