WASHINGTON/CONNECTICUT, 20 ago 2026 (JSNEWS) – Francis Clifford Smith, considerado o prisioneiro que cumpriu a pena mais longa da história dos Estados Unidos, morreu em junho aos 101 anos. Ele havia recebido a “última refeição” oito vezes e escapado da execução em todas as ocasiões.
Smith foi condenado em 1950, aos 25 anos, pelo assassinato de Grover Hart, guarda noturno de 68 anos do Indian Harbor Yacht Club, em Greenwich, Connecticut. O crime ocorreu em 23 de julho de 1949, durante uma tentativa de roubo. Dois homens invadiram o clube; Hart foi baleado e, antes de morrer, descreveu um dos assaltantes com o rosto coberto.
Smith e outro homem foram presos. O segundo réu firmou acordo de delação e testemunhou contra Smith, que foi julgado e condenado por homicídio em primeiro grau. A sentença foi a morte na cadeira elétrica. Durante o processo e pelo resto da vida, Smith manteve a inocência, afirmando não ter estado no local do crime.
Entre 1950 e 1954, sua execução foi marcada oito vezes. Em cada ocasião, ele passou pelo ritual da última refeição, da visita do capelão e da preparação para a cadeira elétrica. Na oitava data, em julho de 1954, a cabeça já havia sido raspada quando o major da polícia estadual Leo Carroll irrompeu em reunião do Conselho de Indultos e declarou acreditar que Smith era inocente. Horas antes da execução, a pena de morte foi comutada para prisão perpétua.
Smith cumpriu mais de 70 anos atrás das grades — com breves períodos de liberdade, incluindo uma fuga de 12 dias em 1967 e uma liberdade condicional de dez meses em 1975. Na prisão de Osborn, ganhou o apelido de “Homem-Pássaro de Osborn” por esconder pão nas roupas para alimentar os pássaros.
Em 2020, aos 95 anos, recebeu liberdade condicional supervisionada e foi transferido para uma casa de repouso segura em Rocky Hill, onde morreu de causas naturais em 25 de junho de 2026.


