WASHINGTON, 20 ago 2026 (JSNEWS) – Metade dos americanos avalia que a campanha de deportações em massa do presidente Donald Trump é excessivamente agressiva, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, em meio a esforços republicanos para recuperar a confiança dos eleitores sobre imigração a menos de 90 dias das eleições de meio de mandato.
De acordo com o levantamento da Politico em parceria com a Public First, 50% dos americanos afirmaram que a agenda migratória da administração “foi longe demais”. Quase um quarto dos eleitores que apoiaram Trump em 2024 também considera a abordagem de fiscalização excessiva.
“Os eleitores realmente queriam segurança na fronteira, mas não queriam ver a abuelita sendo levada embora porque está aqui há 40 anos sem documentação”, afirmou o estrategista republicano Barrett Marson, do Arizona, à Politico.
A divisão é mais acentuada entre os apoiadores de Trump. Entre os eleitores que o apoiaram, mas não se identificam com o movimento MAGA, 31% consideram a agenda agressiva demais, contra 15% dos que se declaram MAGA.
Cinquenta e seis por cento dos americanos disseram ter notado pelo menos alguma mudança na forma como o governo conduz as deportações. Desses, 44% afirmaram que as alterações não afetaram a confiança na administração sobre o tema, enquanto 30% disseram que passaram a confiar menos.
Os republicanos tradicionalmente mantêm vantagem junto aos eleitores em segurança fronteiriça e imigração. No entanto, a administração enfrentou críticas após a morte de dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, em incidentes separados em Minneapolis no início do ano, no auge da operação no Minnesota.
A Casa Branca promoveu ajustes, incluindo o afastamento do então oficial da Patrulha Fronteiriça Greg Bovino e o envio do “czar da fronteira” Tom Homan ao estado. Em março, Markwayne Mullin assumiu o Departamento de Segurança Interna no lugar de Kristi Noem e suspendeu algumas medidas controversas, como a conversão de armazéns em centros de detenção.
A pesquisa foi realizada entre 8 e 12 de agosto com 2.004 entrevistados.


