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Dois economistas americanos, Robert E. Hall, da Universidade Stanford, e Michael Woodford, da Universidade Columbia, receberam nesta segunda-feira (12) o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel por pesquisas que transformaram a compreensão das oscilações econômicas e ajudaram governos e bancos centrais a enfrentar crises, inflação e choques nos preços da energia.
A Academia Real Sueca de Ciências afirmou que os estudos dos dois pesquisadores forneceram fundamentos teóricos para modelos utilizados por autoridades econômicas em diversos países. Segundo o comitê do prêmio, essas contribuições permitiram administrar crises macroeconômicas com maior eficácia, inclusive durante a pandemia e as recentes crises energéticas.
O trabalho dos laureados revisou concepções tradicionais sobre a maneira de estabilizar a economia. Durante décadas, políticas inspiradas pelo economista britânico John Maynard Keynes privilegiaram a redução de impostos e o aumento dos gastos públicos para estimular o consumo, os investimentos e o crescimento.
A experiência da década de 1970, marcada pela combinação de inflação elevada e desemprego crescente, conhecida como estagflação, expôs limitações dos modelos convencionais. Hall e Woodford desenvolveram abordagens que incorporam as decisões individuais de consumidores e empresas à análise do funcionamento da economia.
Hall investigou como as expectativas sobre a renda futura influenciam o consumo das famílias. Consumidores mais otimistas tendem a gastar mais, enquanto a incerteza pode levá-los a reduzir despesas. Suas pesquisas também consideraram as dificuldades enfrentadas por famílias de baixa renda, que não dispõem de reservas financeiras ou acesso ao crédito para enfrentar mudanças econômicas.
Woodford estudou como as expectativas empresariais sobre juros, custos e preços futuros influenciam as decisões de reajuste dos preços. Suas conclusões reforçaram a importância da comunicação dos bancos centrais, como o Federal Reserve, dos Estados Unidos. Ao explicar de maneira clara e confiável suas decisões e perspectivas, essas instituições podem influenciar as expectativas de empresas e consumidores.
O prêmio de Ciências Econômicas foi criado em 1968 pelo banco central sueco e não integra os cinco Nobel originais estabelecidos por Alfred Nobel. A premiação deste ano concede 12 milhões de coroas suecas, aproximadamente US$ 1,2 milhão.


