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Na última segunda-feira, 10, o presidente Donald Trump fez uma declaração direta no Oval Office ao ser perguntado sobre as eleições de meio de mandato. Quando um repórter indaga quais recomendações ele dava aos republicanos e se os candidatos democratas estavam facilitando a vida do partido, Trump respondeu sem rodeios:
> “Well, the one thing is we have jihadists being elected all over the place. We have this — whether it’s communism, jihadism. […] A friend of mine called up. He said, you know, really, you should use the word jihadist because that’s what’s happening. […] People don’t want to have radical lunatics involved in running our country. And that’s what we have.”
A frase central — “we have jihadists being elected all over the place” — não é retórica vazia. Ela aponta para um fenômeno concreto: a ascensão de candidatos democratas que combinam radicalismo identitário, hostilidade aberta ao Ocidente e uma visão de mundo que se aproxima, em espírito e prática, da ideologia jihadista clássica.
O paralelo que Trump apontou
Um jihadista é aquele que interpreta o “jihad” não como um esforço espiritual interno, mas como uma luta permanente — armada ou ideológica — contra o que considera inimigos do Islã. Historicamente, o jihadismo moderno (Al-Qaeda, ISIS, Irmandade Muçulmana e suas ramificações) trata os Estados Unidos e o Ocidente como o “Grande Satã”: uma civilização corrupta, decadente, imperialista e merecedora de destruição ou submissão. O objetivo final não é a coexistência, mas a substituição da ordem liberal ocidental por um sistema baseado na sharia. Criticar o Ocidente, minar suas instituições, celebrar suas fraquezas e rejeitar seus valores fundamentais faz parte do manual.
Olhando para as alas mais extremas do Partido Democrata, a comparação deixa de ser exagero e passa a ser observação. Não se trata de todos os democratas, mas de uma corrente cada vez mais influente e celebrada dentro do partido. Muitos são filhos de imigrantes que encontraram no país a liberdade e as oportunidades que os levaram ao poder e que agora promovem agendas que atacam sistematicamente a propriedade privada, a ordem urbana e o modelo americano de prosperidade. Sua retórica e as políticas que defendem ecoam o desprezo pela civilização ocidental que os jihadistas professam abertamente.
Há também refugiados acolhidos pelos Estados Unidos, naturalizados e eleitos para o Congresso, que se tornaram algumas das vozes mais agressivas contra o próprio país que os recebeu: atacam as instituições americanas, relativizam o terrorismo islâmico, acusam os EUA de serem a raiz de todos os males e mantêm uma postura permanente de acusação. É o retrato perfeito de quem “cuspiu no prato em que comeu”.
Existem ainda americanos de classe média alta e ricos entediados que adotam o progressismo radical do Partido Democrata e seguem a mesma lógica: uma visão de mundo que trata as instituições, a democracia americana, a polícia, as Forças Armadas e a própria identidade nacional como problemas a serem desmontados.
O padrão se repete. São políticos que usam as liberdades, as instituições e a prosperidade americanas para atacar exatamente esses pilares. Defendem o desfinanciamento da polícia, o enfraquecimento das Forças Armadas, a demonização de Israel e a reescrita da história americana sob a ótica da culpa eterna. No discurso jihadista, o Ocidente é o opressor que deve ser derrotado. No discurso da extrema esquerda democrática, o Ocidente (e especialmente os EUA) é o opressor que deve ser “desconstruído”. A diferença, muitas vezes, é apenas de método: um prefere o fuzil; o outro, a narrativa e a captura institucional.
Trump não inventou o termo. Ele apenas recusou a linguagem politicamente correta que insiste em tratar como “progressismo” aquilo que, em seus efeitos práticos, se alinha com a hostilidade estrutural ao projeto americano. Quando candidatos que celebram a fraqueza do país, atacam suas instituições fundamentais e tratam a civilização ocidental como o problema passam a ser a cara de uma parcela crescente do Partido Democrata, a palavra “jihadista” deixa de ser hipérbole e passa a descrever uma afinidade real de espírito.
O eleitor americano, segundo Trump, não quer “lunáticos radicais” no comando. A pergunta que fica é se o Partido Democrata ainda consegue distinguir entre crítica legítima e a celebração ativa do declínio do próprio país que o acolheu.


