
Boston, 07 de Janeiro de 2026
Numa tragédia que abalou os santuários acadêmicos, Claudio Manuel Neves-Valente, cidadão português de 48 anos e ex-aluno de doutorado da Brown University, desencadeou uma onda de violência premeditada que ceifou vidas e deixou marcas permanentes. Suas ações, desprovidas de qualquer traço de humanidade, culminaram em gravações solitárias de indiferença absoluta, descobertas nas sombras de seu ato final, num depósito em New Hampshire.
A carnificina iniciou-se em 13 de dezembro de 2025, em Providence, Rhode Island, quando Neves-Valente invadiu um auditório da Brown University, transformando-o em cenário de horror. Ele abateu os estudantes Ella Cook e MukhammadAziz Umurzokov, ferindo outros nove que se escondiam sob cadeiras e mesas, sem escapatória à sua frieza. Nas gravações recuperadas pelo FBI e divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), traduzidas do português, ele admitiu ter planejado o ataque por longo tempo — seis semestres, segundo suas palavras —, mas hesitara em oportunidades anteriores. “Eu nunca quis fazer isso num auditório. Queria fazer numa sala normal”, confessou, com uma casualidade perturbadora. “E tive muitas oportunidades, especialmente neste semestre, mas sempre amarelei.”
Ao entrar no espaço, que julgava vazio, exclamou de frustração, apenas para perceber as vítimas agachadas nas sombras. “Pensei que as pessoas tinham saído. Porque eram meio estúpidas”, relatou, rindo. “Mas depois percebi que não. Que estavam todas escondidas debaixo das cadeiras… era difícil ver, mas foi isso.” A Brown University era seu alvo declarado, embora não tenha revelado motivo algum naquelas gravações iniciais, deixando as investigações a prosseguirem no vazio de sua rationale. Fontes posteriores apontam para um rancor antigo, possivelmente enraizado em fracassos acadêmicos de décadas atrás.
Dois dias depois, em 15 de dezembro, a escuridão estendeu-se a Brookline, onde Neves-Valente localizou e executou o professor do MIT Nuno Loureiro — antigo colega de universidade em Portugal, nos anos 1990 —, a curta distância em sua residência. O confronto causou-lhe uma lesão auto-infligida no olho, detalhe que lamentou nas gravações com um humor torcido: “Honestamente, meu único arrependimento é essa coisa no olho (risos)”.
Esses vídeos, gravados após os atos e datados de 16 de dezembro — o dia de sua morte por suicídio —, revelam um desapego implacável. Neves-Valente não demonstrou remorso, culpando as vítimas e o mundo. “Há muito tempo que estou aqui sem me importar”, afirmou. “Dizer que fiquei extraordinariamente satisfeito, não, mas também não me arrependo do que fiz.” Seu desdém evoluiu para niilismo: “Vocês são macacos como os outros”, declarando que “o mundo não pode ser redimido”. Negou ódio pela América, vendo os crimes como mera “oportunidade”, até agradecendo ao país por ela. “Não tenho ódio nenhum. Foi uma questão de oportunidade. Gostaria de agradecer pela única oportunidade que me deram aqui, que foi essa.”
A fama não o atraía. “Não dou a mínima para como me julgam ou o que pensam de mim”, proclamou, antecipando o desprezo público e aceitando-o. Achou graça em ser chamado de “animal” por figuras públicas, afirmando: “Eu sou um animal e ele também.” Ao aproximar-se do fim, questionou se teria “coragem” para o suicídio: “Porque foi difícil pra caramba fazer isso com todas aquelas pessoas… Invejo quem não tem dificuldade, e essas pessoas existem.”
“Não me importo. Acabou tudo”, concluiu com um suspiro. “Agora é a minha vez de partir, nos meus termos. E… o quê mais? Não vou pedir desculpas, porque na minha vida ninguém se desculpou sinceramente comigo… Então vão se foder, vão todos para o inferno.”
As autoridades, após análise das evidências, afirmam não haver ameaças contínuas à segurança pública. Contudo, nas gravações solitárias de Neves-Valente, emerge uma verdade inquietante: um homem que via a vida como descartável, extinguindo a própria após aniquilar outras, deixando apenas interrogações envolvidas em trevas intransponíveis. A investigação sobre os motivos prossegue.


