JSNEWS
Washington, 15 de Junho 2026 – O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), Markwayne Mullin, revelou na última quinta-feira que a administração Trump localizou 146 mil menores desacompanhados que entraram no país durante o governo anterior e que estavam sob custódia ou supervisão federal. Segundo ele, o número faz parte de um contingente muito maior: quase 300 mil crianças ainda permanecem desaparecidas (unaccounted for).
Em coletiva de imprensa no Departamento de Justiça (DOJ), Mullin descreveu o cenário como um dos maiores escândalos humanitários da história recente dos EUA. “O que encontramos é de uma brutalidade chocante”, disse o secretário. Muitos menores relatam ter sofrido abusos sexuais repetidos, com casos de crianças que afirmam ter sido estupradas centenas de vezes. Há registros de exploração laboral forçada e tráfico sexual organizado.
O secretário foi direto ao apontar responsáveis: “Isso foi negligência verdadeira no mínimo, e criminoso no pior cenário”. Mullin acusou a administração Biden de ter “virado o olho” para o problema, permitindo que cartéis e redes de tráfico explorassem o sistema de “sponsors” (patrocinadores) sem verificações mínimas de antecedentes.
Super sponsors e sistema falho
Durante o governo anterior, dezenas de milhares de crianças foram entregues a “super sponsors” — indivíduos ou famílias que fraudulently se cadastravam para receber múltiplas crianças não relacionadas, muitas vezes usando documentos falsos. A força-tarefa criada por Trump, a Joint Task Force Alpha, já identificou mais de 15.500 casos suspeitos desse tipo para investigação aprofundada.
Mullin anunciou que o governo está realizando “wellness checks” (verificação de bem-estar) em todo o território americano e que já iniciou indiciamentos criminais. Entre os casos citados estão guatemaltecos presos por contrabando de menores com documentos falsificados.
Reações
Republicanos celebraram o anúncio como prova de que a gestão anterior foi irresponsável na fronteira. O senador Ted Cruz classificou o episódio como “uma das maiores falhas morais da história moderna americana”.
Do lado democrata e de organizações de defesa de imigrantes, a resposta foi cautelosa. Alguns questionam a precisão dos números e acusam a administração Trump de usar o tema com viés político. Organizações como a ACLU afirmam que o problema é complexo e que a solução não pode ser apenas repressiva.
Enquanto isso, a Joint Task Force Alpha continua as buscas. Mullin prometeu: “Vamos mover céu e terra para encontrar essas crianças e responsabilizar quem as explorou”.
O caso coloca novamente o drama da imigração irregular no centro do debate americano, expondo as graves consequências humanitárias de uma fronteira que, nos últimos quatro anos, perdeu o controle sobre dezenas de milhares de menores vulneráveis.


