JUNOT
No domingo, 14 de junho de 2026, o presidente Donald Trump transformou o gramado sul da Casa Branca num octógono profissional. Sob o nome UFC Freedom 250, sete lutas de artes marciais mistas foram realizadas numa arena especialmente montada para celebrar seus 80 anos e os 250 anos da independência americana. O evento, transmitido ao vivo, reuniu cerca de 5 mil convidados, Dana White, lutadores, celebridades e a cúpula republicana. Foi, sem dúvida, o mais trumpista dos espetáculos: barulhento, masculino, patriótico e deliberadamente provocador.
Trump, sentado na primeira fila, sorria como quem sabe exatamente o que está fazendo. Para ele, o UFC não é apenas entretenimento — é uma declaração de princípios. “Isso aqui é mais honesto e mais brutal que a política de Washington”, disse o presidente antes do início das lutas. O recado era claro: enquanto a esquerda fala de “inclusão” e “sensibilidades”, a América real gosta de ver homens lutando de verdade.
E a noite não decepcionou nesse quesito.
Após vencer sua luta, o lutador Josh Hokit pegou o microfone e disparou, diante de Trump e de milhões de telespectadores:
> “Michelle Obama is a man. Am I right, America?”
A plateia explodiu em risos e aplausos. O comentário reviveu uma antiga teoria da conspiração de extrema-direita segundo a qual Michelle Obama seria transgênero. Trata-se, é bom registrar, de uma teoria conspiratória sem qualquer prova concreta. Mas o episódio serviu de combustível para que a esquerda americana, mais uma vez, entrasse em modo de indignação automática.
O que chama atenção não é apenas o comentário de Hokit. É a facilidade com que qualquer tom mais áspero ou politicamente incorreto é imediatamente classificado como “misoginia” ou “discurso de ódio” pela mídia e pelos democratas. Lembra o velho truque de Bill Clinton, que, acuado no escândalo Lewinsky, argumentou com seriedade que “sexo oral não era tecnicamente sexo”. A esquerda defendeu a nuance semântica com unhas e dentes. Hoje faz o mesmo com Obama.
Em 1982, aos 21 anos, o então jovem Barack Obama escreveu numa carta à namorada Alex McNear:
> “I make love to men daily, but in the imagination.”
(“Faço amor com homens todos os dias, mas na imaginação.”)
A frase, arquivada na Emory University e revelada pelo biógrafo David Garrow, é tratada pela esquerda como mera “reflexão filosófica de um jovem”. Quando Trump e seus aliados fazem piadas ou provocam com o tema, vira “misoginia” e “homofobia”. Curioso como a mesma esquerda que exige “sair do armário” para qualquer um que demonstre a menor inclinação agora corre para defender que Obama nunca teve nenhuma.
Não há, é claro, nenhuma condenação moral em ter inclinações homossexuais. Se Obama as teve ou tem, que as assuma com a mesma naturalidade que exige dos outros. O problema não é a sexualidade — é a hipocrisia seletiva.
Enquanto isso, Trump segue em frente. Organizou um evento grandioso, patriótico e popular, celebrou a força americana e deixou claro que não tem intenção de pedir desculpas por gostar de um país que valoriza virilidade, competição e resultados. No mundo real, fora das bolhas das redes sociais e das redações de Nova York, a maioria dos americanos assistiu ao UFC na Casa Branca com divertimento ou indiferença — e não com o colapso moral que a esquerda tanto alardeia.
Trump, aos 80 anos, continua jogando o jogo que melhor domina: o de quem não tem medo de ser politicamente incorreto. E, pelo menos por enquanto, está ganhando.


