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Washington, 17 de junho de 2026 — A poucos meses das eleições de meio de mandato, o governo do presidente Donald Trump intensifica ações para garantir que apenas cidadãos americanos exerçam o direito ao voto, conforme determina a Constituição e a lei federal. A unidade de Investigações de Segurança Nacional (HSI) do ICE solicitou expedientes de eleitores em condados específicos de estados-chave, como Texas e Carolina do Norte, para verificar possíveis irregularidades.
De acordo com reportagens, incluindo a do jornal EL PAÍS, agentes federais contataram autoridades eleitorais pedindo informações sobre pelo menos nove eleitores. Essas medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump para combater o risco de votos ilegais de não-cidadãos.
No Condado de Webb, Texas (região fronteiriça com o México, de grande população hispânica), um agente do HSI solicitou em maio de 2026 os registros e históricos de votação de sete pessoas. O administrador eleitoral José Luis Castillo confirmou que forneceu os dados, comentando que “não há nada” de relevante, mas reconhecendo que a entrega foi feita.
Na Carolina do Norte, no Condado de Forsyth (que votou majoritariamente democrata nas últimas eleições), um assessor jurídico do ICE pediu informações sobre dois eleitores — um de 2016 e outro de décadas atrás —, ambos já removidos do cadastro.
Essas solicitações pontuais refletem o compromisso da administração em usar ferramentas federais para cruzar dados e identificar eventuais irregularidades, especialmente em áreas com alto fluxo migratório.
Por que isso importa?
A lei americana é clara: apenas cidadãos podem votar em eleições federais. O presidente Trump tem defendido consistentemente a integridade do sistema eleitoral, argumentando que mesmo casos isolados de votos de não-cidadãos minam a confiança e a vontade dos americanos legítimos.
Críticos, como a organização Democracy Forward (de viés progressista), qualificam as ações como “inquietantes” e sugerem que geram temor na comunidade imigrante. No entanto, cabe a pergunta: se apenas cidadãos podem votar, por que haveria temor legítimo por parte de imigrantes legais ou da comunidade imigrante em geral? Cidadãos naturalizados ou nascidos nos EUA não têm nada a temer. O receio pode estar sendo amplificado por ativistas que, em algumas localidades, defendem o voto de não-cidadãos em eleições locais — algo que, se for o caso, exigiria mudança explícita na lei, e não contornar as regras existentes.
O Departamento de Segurança Nacional confirmou que a HSI investiga ativamente fraudes eleitorais, alinhado a ordens executivas de Trump para verificar cidadania e manter cadastros limpos.
Contexto equilibrado
Embora estudos mostrem que o voto ilegal de não-cidadãos é raro, há casos documentados e processados em vários estados. A administração argumenta que é melhor prevenir do que remediar, especialmente após anos de preocupações com fronteiras porosas e registros eleitorais inadequados. Funcionários locais entregaram os dados solicitados sem grandes objeções, e não há evidências de abusos ou intimidações generalizadas.
Essas iniciativas ocorrem em um momento em que os republicanos buscam fortalecer a confiança no processo democrático. Organizações de direitos eleitorais monitoram, mas a maioria dos americanos apoia a ideia básica de que o voto deve ser exclusivo de cidadãos.
O debate deve continuar nos próximos meses, com foco na proteção da democracia americana contra qualquer forma de diluição do voto legítimo.


