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Boston, 08 de Julho de 2026 – Enquanto o Brasil afunda em crime organizado, inflação e fracasso petista, o chanceler Mauro Vieira corre para a Câmara com um ofício dramático: “Cuidado, os ianques vão invadir!” O Departamento de Estado americano não perdoou e devolveu na lata: “Isso é absurdo”. Mas, claro, para a esquerda latino-americana, a culpa nunca é deles. Sempre tem um imperialista estrangeiro para salvar o enredo.
O governo Lula, especialista em criar narrativas eleitorais, encontrou mais um vilão externo perfeito: os Estados Unidos. Após Washington classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas — algo que qualquer país sério faria para combater o narcotráfico que financia violência no continente —, o Itamaraty tratou de transformar o fato em ameaça existencial à soberania brasileira. “Risco de ação militar americana”, alertou o documento assinado por Mauro Vieira.
Resultado? Os americanos riram da cara. Um porta-voz do Departamento de Estado classificou a avaliação como “absurda” e lembrou o óbvio: Washington está combatendo narcoterroristas com base em suas leis, não planejando desembarque no Rio ou em São Paulo. Mas, para o Planalto, a oportunidade era boa demais para desperdiçar.
Os Yankees estão vindo! (grito de Mauro Vieira, versão tropical de Paul Revere)
Enquanto o Brasil afunda em violência recorde, facções que mandam mais que governador em vários estados e uma economia que patina desde o último “nunca antes neste país”, o Itamaraty solta o alarme histórico: “Os Yankees estão vindo!”. É Paul Revere 2.0, só que em vez de cavalgar à meia-noite para avisar que os ingleses chegam, o chanceler Mauro Vieira manda ofício para a Câmara avisando que Trump vai desembarcar os Marines por causa do PCC e do Comando Vermelho. O Departamento de Estado respondeu com o clássico americano: “Isso é absurdo”.
Esse é o roteiro triste e repetido das esquerdas latino-americanas: quando as políticas econômicas e sociais fracassam — gerando desemprego, violência recorde, corrupção escancarada e fuga de investimentos —, a solução é fabricar um inimigo externo. “O imperialismo americano quer nos dominar!” Assim, o governo se veste de defensor da pátria, nacionalista de plantão, enquanto desvia o olhar das mazelas que ele próprio ajudou a criar ou piorar.
No caso brasileiro, o PT e seus aliados nunca assumem responsabilidade pelo avanço das facções que controlam favelas e fronteiras, ou pela incompetência que permite que criminosos brasileiros atuem nos EUA. Em vez disso, transformam uma medida antiterrorismo em “ameaça à soberania”. É o mesmo velho disco riscado de Chávez, Maduro, Kirchner e companhia: a culpa é do “império”, nunca na gestão desastrosa, nos aliados ideológicos ou na corrupção endêmica que permeiam seus governos.
Lula e companhia sabem que eleitorado cativo adora essa versão. “Estamos resistindo ao Trump!” Soa heroico. Esconde o fracasso em controlar o crime organizado, em gerar crescimento sustentável e em melhorar a vida real do povo. Enquanto isso, o petróleo sobe, a economia mundial sente o reflexo de instabilidades que o Brasil poderia ajudar a evitar com política séria — mas preferem o teatro diplomático.
Os EUA, como era previsível, não engoliram. E o mundo assiste mais uma vez à triste comédia latino-americana: governos que se destroem internamente e depois apontam o dedo para fora, em busca de um bode expiatório que justifique a própria incapacidade.
A estratégia é clara. É humorístico de tão previsível. O mesmo roteiro de sempre: quanto mais o modelo interno vira bagunça, mais alto o grito contra o Tio Sam. “Os Yankees estão vindo!”, grita o arauto petista, montado num cavalo ideológico manco e cego de um olho. O problema é que o verdadeiro perigo não vem do Norte.Vem de dentro, há muito tempo, e não precisa de visto para destruir o país.


