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Houston, 08 de Julho de 2026 – No dia 7 de julho de 2026, por volta das 6h50, em Houston, Texas, um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) atirou e matou Lorenzo Salgado Araujo, mexicano de 52 anos que estava nos Estados Unidos em situação irregular. Segundo o comunicado oficial do ICE e do Departamento de Segurança Interna (DHS), o incidente ocorreu durante uma “operação de fiscalização direcionada” no East End da cidade.
De acordo com a versão da agência federal, os agentes tentaram parar o veículo de Araujo para prendê-lo. Ele teria se recusado a cooperar, batido no carro da polícia, ignorado comandos verbais e usado o veículo como arma na tentativa de atropelar um agente. Diante disso, o oficial disparou em alegada legítima defesa. Araujo foi atingido no abdômen, socorrido com massagem cardíaca e morreu no hospital Ben Taub.
A família contesta a versão. O filho, Ronaldo Salgado, afirmou em publicação nas redes sociais que o pai era um homem trabalhador, morava nos EUA há quase 35 anos, atuava na construção civil e estava no processo de regularização (obtenção de permissão de trabalho). Segundo ele, Araujo estava a caminho do trabalho, pegando outros trabalhadores, e “não merecia isso”.
Organizações como a LULAC (Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos) e vereadores locais pediram investigação independente e a divulgação imediata de todas as imagens e provas.
A questão que ninguém quer encarar de frente
O caso de Lorenzo Salgado Araujo expõe um padrão recorrente e desconfortável: a resistência ativa de alguns imigrantes a operações policiais e de fiscalização migratória. Não se trata aqui de julgar o histórico pessoal dele — não há, até o momento, informações públicas consolidadas de que fosse um criminoso ou que o desabone, devemos tratar Araujo com respeito e extremos cuidado, afinal ele perdeu a vida de modo trágico. Mas, o ponto central é outro: por que alguns imigrantes, ao serem abordadas por autoridades, optam por resistir com violência ou fugir em alta velocidade em vez de simplesmente parar?
A resposta mais honesta passa por um fator cultural que muitos preferem ignorar: a cultura de resistência e impunidade presente em vários países de origem desses imigrantes.
Em nações com instituições frágeis, alta corrupção e baixa confiança na polícia, a relação com a autoridade é, historicamente, de desconfiança e confronto. No Brasil, por exemplo, é comum ouvir que “não se deve resistir ao assaltante” (porque ele está armado e a polícia demora), mas ao mesmo tempo há uma cultura disseminada de ver o policial como inimigo — o famoso “alemão”. Há quem ache natural xingar, filmar de forma agressiva, resistir à prisão ou até agredir agentes, como se a autoridade legítima fosse apenas mais uma forma de opressão.
Essa mentalidade não some na mala quando a pessoa cruza a fronteira. Muitos imigrantes chegam aos Estados Unidos carregando a crença de que “a lei americana também não pega” ou de que vão encontrar a mesma leniência que veem em seus países de origem — onde, em muitos casos, bandido é preso hoje e está solto amanhã. Quando a autoridade americana reage com firmeza (como o ICE tem feito), a surpresa vira revolta.
No caso de Houston, independentemente do que Araujo fazia da vida, o fato concreto é que ele usou, de cordo com ICE, o carro contra um agente federal. Isso não é “resistência legítima”. É uma escolha perigosa que, em qualquer país sério, tende a terminar mal.
O problema maior não é um caso isolado. É a recusa de parte da elite intelectual e ativista em reconhecer que existe uma diferença cultural real: em sociedades com forte impunidade e visão antiautoridade, a obediência à lei não é um valor internalizado da mesma forma que em países com tradição de Estado de Direito. Fingir que todo confronto é sempre “culpa da polícia” ou “racismo” é uma forma cômoda — e perigosa — de não encarar a realidade.
Espera-se que novas evidencias venham a tona a fim de esclarecer todos fatos desse triste incidente a fim de dar satisfação a sociedade americana e principalmente, a família enlutada.


