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O ministro Dias Toffoli suspendeu nesta segunda-feira (31) a campanha digital de Renan Santos (Missão) à Presidência. De uma hora para outra, o candidato ficou impedido de fazer propaganda na internet, de receber novos recursos do Fundo Eleitoral e de participar de debates em rádio, TV, podcasts e outros meios. Para uma candidatura que crescia nas redes, a medida funciona menos como correção pontual e mais como um freio na principal vitrine de Renan.
A reação da chapa deixou isso explícito. Renan e o partido trocaram as fotos de perfil por uma imagem com a palavra “Censurado” no rosto do candidato. O Missão prometeu um anúncio nas próximas horas. A leitura da campanha é direta: não se trata de um ajuste técnico contra irregularidade grave e comprovada no mérito. Trata-se de um bloqueio contra quem precisa das redes para existir.
Toffoli argumenta que a omissão não foi detalhe burocrático e que, sem a lista completa e no prazo, fica mais difícil fiscalizar impulsionamento e algoritmo. Fala inclusive em risco de ilícitos mais graves. Mas a decisão deixa de lado o óbvio de uma campanha digital de partido novo: dezenas de contas, estrutura enxuta e complementação de dados depois do protocolo inicial. Isso acontece. Transformar esse atraso em trava de propaganda, dinheiro e debates é uma penalidade desproporcional.
Enquanto o TSE não julga o registro, Renan fica com a principal vitrine fechada. A defesa já sinalizou recurso. Até lá, o candidato segue com a foto de “censurado” e com a campanha digital interditada. Para quem vinha crescendo fora da máquina tradicional, o recado é duro.


