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Em uma operação de 72 horas realizada entre 26 e 28 de outubro, a agência de imigração dos Estados Unidos (ICE) e autoridades estaduais prenderam mais de 230 pessoas em situação migratória irregular em 15 estados. Entre os detidos há brasileiros, segundo a lista de nacionalidades divulgada pelas autoridades, mas nenhuma outra informação sobre esses detidos — como nomes, quantidade exata, idade ou estado em que foram abordados — foi revelada.
O anúncio oficial foi feito na segunda-feira (2) pelo secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, em uma coletiva de imprensa realizada na sede da empresa Melton Truck Lines, em Tulsa, Oklahoma. A Operação Guardián teve como foco principal imigrantes com status irregular que possuíam ou operavam veículos com licenças de motorista comercial (CDL) não autorizadas ou consideradas irregulares, além de outras ameaças à segurança pública no setor de transporte rodoviário.
Segundo o DHS, os agentes inspecionaram cerca de 1.005 veículos comerciais. Mais de 40 dos presos eram titulares de CDL e foram retirados das estradas. Os estados participantes foram Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Indiana, Iowa, Louisiana, Mississippi, Missouri, Nebraska, Dakota do Norte, Oklahoma, Dakota do Sul, Tennessee e Texas.
“Graças aos patriotas trabalhadores do ICE e aos nossos parceiros estaduais e locais, a Operação Guardián foi um sucesso incrível. Em apenas três dias, prendemos mais de 230 imigrantes ilegais, incluindo mais de 40 com licenças de motorista comercial, em 15 estados”, afirmou Mullin. Ele criticou estados chamados de “santuário”, como Califórnia e Nova York, por emitirem CDLs a pessoas que, segundo o governo, não estavam qualificadas, não falavam inglês adequadamente ou tinham antecedentes criminais.
As autoridades informaram que os detidos eram originários de mais de 19 países, entre eles Armênia, Brasil, China, Colômbia, Cuba, El Salvador, Geórgia, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jordânia, Cazaquistão, México, Mongólia, Peru, Ucrânia, Uzbequistão e Venezuela. Não houve detalhamento por nacionalidade.
Dois casos específicos foram destacados. Em 26 de outubro, a Polícia Rodoviária de Oklahoma abordou um veículo na I-35 cujo motorista, o hondurenho Luis Armando Garlo Rodriguez, dirigia um carro roubado. Ao ser detido, ele resistiu, quebrou o braço de um policial e fugiu, sendo localizado horas depois. No dia seguinte, na I-40, um veículo com sete ocupantes em situação irregular — entre eles um menor não acompanhado — foi parado. O motorista era o mexicano Arturo Alvarado-Islas. As autoridades mencionaram ainda uma suspeita de tráfico de pessoas envolvendo uma menor de 17 anos.
A operação faz parte de um esforço mais amplo da administração Trump de fiscalizar motoristas comerciais em situação irregular. O ICE informou que, desde 20 de janeiro de 2025 até 28 de outubro de 2026, já havia realizado 1.233 prisões envolvendo titulares de CDL. Uma operação nacional anterior, a Guardrail, resultou em 303 prisões até o fim de outubro. Em Oklahoma, onde o governador Kevin Stitt e o comissário Tim Tipton têm priorizado o tema por meio de acordos 287(g), as autoridades já retiraram 710 portadores de CDL irregulares das estradas no último ano.
Mullin e Tipton afirmaram que as operações coordenadas entre vários estados continuarão, com o objetivo de impedir que motoristas desviem rotas para evitar fiscalização. “Quando se trata de alguém dirigindo um caminhão de 80 mil libras que não foi treinado adequadamente e não consegue ler e falar inglês, vimos os efeitos devastadores disso pelo país”, disse Tipton.
- Comunicado oficial do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos: “Secretary Mullin Announces Results of Operation Guardian Crackdown on Illegal Aliens with Commercial Driver’s Licenses” (2 de novembro de 2026).


