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Em um dos períodos eleitorais mais acirrados da história recente da América Latina, a direita consolidou duas importantes vitórias que sinalizam um claro giro conservador na região, freando o avanço da esquerda radical.
No Peru, Keiko Fujimori (Fuerza Popular) consolidou uma vantagem irreversível no segundo turno das eleições presidenciais realizadas em 7 de junho. Com 99,87% das atas apuradas, a candidata da direita obteve 50,12% dos votos contra 49,88% do esquerdista Roberto Sánchez, diferença de pouco mais de 44 mil votos.
Nesta quarta-feira (24), Fujimori agradeceu o apoio recebido: “Frente a estes resultados, o primeiro que quero é agradecer ao povo peruano. Esta eleição foi vencida pelos cidadãos”. Ao mesmo tempo, admitiu a profunda divisão do país: “Estamos conscientes de que o Peru ficou fragmentado, praticamente partido ao meio”. Sánchez, herdeiro político de Pedro Castillo, reluta em aceitar o resultado e alega fraude sem apresentar provas.
Na Colômbia, o cenário foi semelhante. O candidato de direita Abelardo de la Espriella foi declarado vencedor da eleição presidencial com uma margem apertada de menos de 1 ponto percentual (cerca de 251 mil votos). O candidato de esquerda e oficialista Iván Cepeda reconheceu a derrota nesta quarta-feira (24), declarando: “Abelardo de la Espriella é o novo presidente da República”. Cepeda justificou a decisão como “um ato de responsabilidade democrática” e prometeu exercer uma oposição construtiva.
As duas vitórias, conquistadas em disputas extremamente polarizadas, reforçam um movimento mais amplo de rejeição a governos ou candidatos associados à esquerda radical na América Latina. Após anos de predominância progressista em vários países, o eleitorado tem optado por lideranças de centro-direita e direita que prometem segurança pública, estabilidade econômica e combate à corrupção.
Esses resultados alteram significativamente o mapa de poder na região, fortalecendo o bloco conservador e abrindo um novo ciclo político marcado por maior alternância e polarização. Tanto Fujimori quanto De la Espriella assumirão em meio a sociedades divididas, com o desafio de promover unidade nacional sem abrir mão de suas agendas ideológicas.


