JSNEWS
Washington, 22 de junho de 2026 – O governo dos Estados Unidos colocou em prática uma nova estratégia migratória agressiva: a criação de uma unidade federal dedicada a revisar o histórico completo de imigrantes que já possuem residência permanente legal (Green Card), em busca de irregularidades ou antecedentes criminais que possam justificar a deportação.
O Departamento de Segurança Nacional (DHS) confirmou oficialmente a formação da Tactical Operations Division dentro do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS). A nova divisão é organizada em três frentes principais:
LPR Operations: responsável por investigar residentes permanentes legais;
Denaturalization: dedicada a revisar e questionar processos de naturalização;
Refugee Revetting: focada na reavaliação de refugiados.
Até o início de maio, o USCIS já havia analisado cerca de 2.800 expedientes. Segundo o The New York Times, aproximadamente 80% dos casos foram arquivados sem qualquer medida, mas mais de 500 ainda seguem em investigação. Pelo menos 50 titulares de Green Card já foram identificados para possível deportação.
Quem está na mira?
A estratégia prioriza imigrantes com passagens pela polícia ou condenações por crimes específicos, entre eles:
- Agressões sexuais
- Violência doméstica
- Condução embriagada ou sob efeito de drogas
- Posse ou tráfico de entorpecentes
Dados preliminares do próprio USCIS indicam que cerca de 2% dos imigrantes avaliados foram considerados potencialmente deportáveis.
A medida representa mais um passo da ofensiva migratória do governo Trump, que agora mira não apenas imigrantes irregulares, mas também aqueles que já detinham status legal nos Estados Unidos. A Tactical Operations Division transforma em política estruturada o que antes era feito de forma pontual.
Até o momento, as autoridades não informaram quantas deportações já foram efetivadas nem prazos para a conclusão das análises restantes. A iniciativa deve provocar forte debate sobre segurança pública, direitos individuais e o futuro de milhares de residentes legais no país.


