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Nova York, 20 de maio de 2026 – Agentes da Imigração e Alfândega (ICE) prenderam um hondurenho de 21 anos dentro de um tribunal federal de imigração em Manhattan, desafiando diretamente uma ordem judicial emitida 24 horas antes.
Vinely Alexander Castillo-Norales foi detido na manhã de terça-feira (19) no prédio do 26 Federal Plaza, no Lower Manhattan, enquanto participava de uma audiência de imigração. A prisão ocorreu apesar de decisão do juiz federal P. Kevin Castel, que na segunda-feira (18) havia restringido fortemente as prisões da ICE dentro e nas imediações de tribunais de imigração da cidade.
A ordem do juiz limitava as ações da ICE a casos excepcionais de risco imediato de violência ou fuga, situações que, segundo advogados do hondurenho, não se aplicavam ao caso.
Castillo-Norales, que chegou aos Estados Unidos ainda criança e tem pedido de asilo pendente, foi liberado na mesma noite, horas após o New York Times questionar o Departamento de Segurança Interna (DHS).
Em nota, o DHS justificou a operação afirmando que o jovem é membro ativo da gangue Bloods e possui histórico de acusações por roubo (burglary), assalto (robbery), furto (larceny) e receptação de bens roubados. A agência classificou a prisão como “ação legítima contra um indivíduo que representa ameaça à segurança pública”.
Advogados de imigração, ligados ao New York Legal Assistance Group (NYLAG), condenaram a ação como “flagrante desobediência judicial” e violação do devido processo. “Prender pessoas que comparecem voluntariamente às audiências mina a confiança no sistema e impede que outros imigrantes busquem proteção legal”, afirmaram.
O caso reacende a tensão entre o governo Trump e o judiciário de Nova York sobre o uso de tribunais como “armadilhas” para detenções migratórias. Críticos da ICE argumentam que a prática intimida toda a comunidade imigrante, enquanto defensores da agência afirmam que é a forma mais segura de prender criminosos que, de outra forma, não seriam localizados.


