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Um menino de 8 anos que saiu para pescar bass ou bagre em um lago próximo a Filadélfia acabou fisgando uma piranha — peixe típico de rios tropicais da América do Sul e completamente fora de lugar nas águas temperadas da Pensilvânia.
Seamus Coffey pescava no Ridley Park Lake, na região metropolitana de Filadélfia, quando fisgou um exemplar de cerca de 24 centímetros e 900 gramas. A princípio, o menino pensou tratar-se de um bass comum. “Eu estava puxando e achei que era um bass”, contou Seamus à emissora 6ABC Philadelphia.
O pai, Michael Coffey, logo percebeu que se tratava de algo incomum.
“Eu falei: ‘Devagar, cara, você pode perder. Isso parece algo que a gente nunca pescou antes’”, relatou Michael à mesma emissora.
Funcionários da Pennsylvania Fish and Boat Commission confirmaram que se tratava de uma piranha. A espécie não é nativa das águas do estado e não sobrevive naturalmente em climas mais frios como o da Pensilvânia. Autoridades acreditam que o animal tenha sido solto no lago por alguém que o mantinha como animal de estimação e decidiu se livrar dele.
Soltura ilegal e riscos ambientais
A liberação de animais exóticos na natureza é proibida na Pensilvânia e pode resultar em multa ou processo criminal. Além de ameaçar o equilíbrio dos ecossistemas locais, a prática coloca em risco a própria espécie introduzida, que dificilmente se adapta às condições climáticas da região.
O porta-voz da comissão, Mike Parker, afirmou que o peixe provavelmente era um pet indesejado. Casos semelhantes já ocorreram no estado. Em julho de 2016, uma mulher e o filho pescaram uma piranha de barriga vermelha no North Park Lake, perto de Pittsburgh. Na ocasião, as autoridades também atribuíram o aparecimento à soltura de um exemplar de aquário.
Parker destacou que muitos peixes exóticos parecem fáceis de criar quando pequenos, mas se tornam difíceis e caros de manter com o crescimento.


