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Washington, 13 de maio de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (12) que “todos” os prisioneiros políticos venezuelanos serão libertados, reforçando o apoio ao governo de transição liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez.
“Vamos a sacarlos a todos” das cadeias, declarou Trump a repórteres antes de embarcar para uma viagem à China. O republicano voltou a elogiar o “grande trabalho” de Rodríguez, que assumiu o poder em janeiro após a captura e remoção de Nicolás Maduro e da esposa Cilia Flores por forças americanas.
“Delcy está fazendo um grande trabalho”, disse Trump, que também destacou a reação positiva da população venezuelana. “O povo da Venezuela está encantado com o que aconteceu. Nem conseguem acreditar. Estão dançando nas ruas”, afirmou.
O governo de Rodríguez anunciou uma lei de anistia que, segundo Caracas, beneficiou mais de 8 mil pessoas. A cifra, porém, é contestada por familiares de detidos e organizações de defesa dos direitos humanos. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) alertou na semana passada que apenas 186 pessoas teriam sido libertadas plenamente, enquanto outras 554 saíram sob medidas cautelares.
Mudanças após a saída de Maduro
A remoção de Maduro, em janeiro, abriu caminho para uma série de alterações políticas e econômicas no país. Com o levantamento de sanções americanas ao petróleo venezuelano, companhias como ExxonMobil e Chevron retornaram em força. Trump ressaltou que “a Venezuela agora está ganhando mais dinheiro do que nos últimos 25 anos”.
A Casa Branca vê a liberalização econômica como prelúdio para uma transição política que culmine em eleições livres e transparentes. Rodríguez, no entanto, mantém postura ambivalente sobre os próximos passos, sinalizando intenção de preservar o controle do chavismo, que governa o país há mais de 25 anos.
Trump também reacendeu controvérsia ao sugerir, em entrevista recente, que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado dos Estados Unidos — ideia que provocou irritação imediata em Caracas.
A declaração de terça-feira ocorre em meio a cobranças de que a anistia não foi integral. Organizações não governamentais denunciam lentidão nas liberações e o fim prematuro da medida, anunciado por Rodríguez no final de abril.
O caso venezuelano segue sob forte vigilância de Washington, que condiciona o apoio ao processo de transição à libertação plena dos presos políticos e ao avanço rumo a pleitos democráticos. Até o momento, não há cronograma oficial para novas eleições.


