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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou por unanimidade, na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, o Common Cents Act, projeto que determina o fim da produção da moeda de 1 centavo de dólar, conhecida como penny, e estabelece regras para arredondar pagamentos feitos em dinheiro. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente Donald Trump para entrar em vigor.
O projeto proíbe o Departamento do Tesouro de fabricar novos pennies para circulação, permitindo apenas a produção destinada a colecionadores. As moedas que já estão em circulação, porém, continuarão sendo dinheiro válido e poderão ser utilizadas normalmente.
A principal mudança para os consumidores ocorrerá quando as moedas de 1 centavo se tornarem escassas. Nas compras pagas em dinheiro, valores que não puderem ser pagos exatamente serão arredondados para o múltiplo de 5 centavos mais próximo. Assim, uma conta terminada em 1 ou 2 centavos seria arredondada para baixo; valores terminados em 3 ou 4 centavos, para cima. O mesmo princípio seria aplicado aos demais finais de valores.
O arredondamento não atingirá pagamentos eletrônicos. Compras feitas com cartão, transferência ou outros meios digitais continuarão podendo ser cobradas exatamente até o centavo.
A medida busca reduzir o custo de fabricação da moeda. Segundo dados apresentados pelos defensores do projeto, produzir um penny passou a custar cerca de 3,7 centavos, quase quatro vezes seu valor nominal. O Tesouro estima uma economia anual de aproximadamente US$ 56 milhões com o fim da produção.
A Casa da Moeda dos EUA (U.S. Mint) já havia interrompido a fabricação de pennies para circulação em novembro de 2025, após 232 anos de produção. A legislação pretende tornar essa decisão permanente.
O projeto também determina que o Tesouro acompanhe os efeitos do arredondamento sobre consumidores, especialmente pessoas de baixa renda, idosos e pessoas sem acesso regular aos serviços bancários.


