Por: Alfredo Melo
Segue o texto com correção ortográfica, gramatical e de pontuação, preservando as piadas, o humor e a linguagem popular original.
O Euller, o Filho do Vento, que se destacou no Galo, no Vasco e em outros clubes, dando declarações na delegacia:
— O senhor estava presente na hora do tumulto, quando o acusado disparou o primeiro tiro?
— Sim, senhor delegado.
— E quando disparou o segundo?
— A dois quilômetros.
O bate-papo corria animado entre os jogadores:
— Falem uma palavra que comece com “hiper” — pede o goleiro.
— Hipermercado — responde o lateral.
— Hipertensão — fala rápido o centroavante.
— Drogaria — diz o massagista.
— Drogaria?
— Vocês não me deixaram acabar de falar: Drogaria Hiperfumaria São Geraldo.
O goleirão do time Apanha Quieto consegue segurar nos braços uma criança que estava caindo do quarto andar de um prédio e é aplaudido pela galera que assistia à cena. Um senhor, não se contendo, elogia:
— Caramba, parabéns! Que reflexo!
E o goleirão, colocando a criança no chão e levando as mãos ao cabelo:
— Gostou? É xampu Wellaton.
A moça se preparou toda para ir ao ensaio da Escola de Samba Gaviões da Fiel. Chegando lá, um mano suarento pede para dançar com ela e, para não arrumar confusão, ela aceita.
Mas o mano suava tanto que ela já não estava suportando mais! A moça foi se afastando e disse:
— Você sua, hein!
Ele puxou-a, lascou um beijo e respondeu:
— Também vou ser seu, princesa! É nóis na fita!
Com os olhos fundos, enormes olheiras e cara abatida, o goleiro esperava sua vez de conversar com o médico. Chegou sua vez:
— Doutor, estou arrasado, nervoso, desesperado, sem perspectiva… Não aguento mais!
Conversaram, conversaram, e o médico disse:
— Você tem que esquecer seus problemas. Não deve levar seus problemas para dentro do campo…
— Como é que eu vou fazer, doutor? Aquela zaga insiste em entrar em campo comigo!
Aquele jogador recém-vendido para a Rússia vai a um restaurante:
— O senhor aceita um pouco de caviar?
— O que é isso?
— Caviar? Bem… É ovo de peixe!
— Oba, então frita dois para mim!
Acompanhando seu time, o torcedor foi ao bar do hotel onde estava hospedado, em Itu, e pediu uma cerveja. Veio uma garrafa de quase um metro de altura e um copo do tamanho de um balde.
Quando já tinha bebido metade daquela enormidade, doido para dar uma mijadinha, perguntou:
— Onde é o banheiro?
— Naquela porta ali, à esquerda.
Ele se levanta, já meio tonto, mas erra e abre a porta da direita. Dá dois passos, cai na piscina e começa a gritar feito louco:
— Não dá descarga, não! Não dá descarga, não!
PS: Jogador, quando cai na área, é pênalti. Quando cai na noite, é falta grave!
Bem, até que enfim o Alfredo Melo assume a verdade que nunca quis calar: ele é o Gatinho Cruel, que agora sai de cena para dar lugar ao seu criador. Enorme criatura no sentido literal, na bondade, no caráter e no conhecimento profundo do futebol e das coisas boas da vida, inclusive pratos deliciosos. Ah, tem também a paixão pelo Botafogo cada dia maior…


