JUNOT
Ontem, domingo, 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova York, o futebol deu mais uma lição de que nem sempre o favoritismo do coração vale em campo. A Espanha, com sua posse de bola cirúrgica e juventude afiada, bateu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o bicampeonato mundial. Ferran Torres, entrando do banco, fez o gol aos 106 minutos, num lance que parecia saído de um treino da La Roja: cruzamento de Pedro Porro, cabeçada de Nico Williams e meia-bomba do atacante do Barcelona. Festa espanhola. Silêncio argentino. E, cá entre nós, um suspiro coletivo de alívio no Brasil.
Para o torcedor brasileiro, essa Copa foi agridoce. Nossa Seleção, dona de cinco estrelas eternas no peito, jogou aquém do esperado. Não chegamos onde merecíamos, e o hexa segue sendo sonho adiado. Mas, como bom brasileiro, a gente sabe celebrar o que sobra: a derrota da Argentina. E que derrota! A atual campeã, com Messi em sua provável última dança, saiu de campo sem um mísero chute no alvo durante os 90 minutos. Só o Dibu Martínez, com defesas heroicas (recorde de 11 em final de Copa), evitou uma goleada. Até que Enzo Fernández, com um carrinho desnecessário no fim do tempo normal, levou o segundo amarelo e deixou a Argentina com dez. Aí a Espanha apertou, dominou e encontrou o gol merecido.
A crônica do jogo foi de um time europeu que jogou com inteligência, posse e intensidade contra uma Argentina guerreira, mas limitada. La Roja controlou, criou, pressionou. A Argentina se fechou, apostou na garra e no contra-ataque que quase não veio. Messi tocou pouco na bola, o time sentiu a ausência de inspiração. No fim, Rodri levantou a taça, e a Espanha se tornou a primeira seleção a vencer Euro e Copa seguidas pela segunda vez. Merecido. Eles mereceram cada centímetro do gramado.
Aqui no Brasil, a maior alegria do futebol continua nessa ordem sagrada: Brasil vencer… e Argentina perder. Ontem, a segunda parte do sonho se realizou em grande estilo. Enquanto os hermanos lamentam o fim do ciclo de Messi, o brasileiro sorri com o canto de “é penta, é penta!” ecoando na memória. Porque, mesmo sem levantar a taça dessa vez, ver a rivalidade sul-americana ser calada por outro continente traz um gostinho especial.
Parabéns à Espanha. E, para o torcedor verde-amarelo que acordou hoje mais leve: descansa, irmão. O hexa vem. Enquanto isso, aproveita o momento. Argentina perdeu. E isso, convenhamos, já é meio caminho andado para um bom dia. 🇧🇷😂


