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São Francisco – A inteligência artificial Grok, desenvolvida pela xAI de Elon Musk, foi empregada pelo Exército dos Estados Unidos em operações de ataque contra o Irã. A revelação foi feita pelo próprio governo americano em documento judicial, marcando a confirmação oficial do uso de tecnologia da empresa de Musk em missões de combate reais.
De acordo com declaração juramentada de Cameron Stanley, chefe de Inteligência Artificial do Pentágono, um modelo derivado do Grok — chamado Grok Gov Model — foi integrado ao Project Maven, o principal programa de IA do Departamento de Defesa para seleção e engajamento de alvos.
Stanley afirmou, sob juramento:
> “O Maven Smart Systems (MSS), impulsionado pelo Grok Gov Model, permitiu que forças americanas deployassem mais de 2.000 munições contra 2.000 alvos distintos em apenas 96 horas durante a Operation Epic Fury.”
A revelação ocorreu em um processo judicial movido pela NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) contra a xAI, que acusa a empresa de poluição ambiental causada por turbinas a gás em um data center no Mississippi. O Departamento de Justiça usou o argumento de segurança nacional para defender a continuidade das operações da xAI, afirmando que interromper o fornecimento de energia à IA ameaçaria missões críticas.
Stanley elogiou a tecnologia de Musk, destacando “o grande aumento na eficiência operacional possibilitado pelo Grok Gov Model”. Segundo ele, o sistema está entre os poucos modelos de IA autorizados a operar em redes classificadas como Secret e Top Secret do governo americano.
Contexto e implicações
O Project Maven, inicialmente desenvolvido com a Anthropic (Claude), evoluiu rapidamente com a entrada de modelos mais avançados. A integração do Grok representa um marco na aliança entre o governo Trump e o ecossistema de Elon Musk — que também controla a SpaceX e o Starlink.
A notícia expõe a velocidade com que a IA generativa saiu dos usos civis (conversas, geração de texto e imagens) para o coração da guerra moderna: análise de dados em tempo real, identificação de alvos e planejamento de ataques em escala.
Especialistas destacam tanto os ganhos de precisão e velocidade quanto os riscos éticos: maior autonomia das máquinas na seleção de alvos, questões de responsabilidade em caso de erros e a crescente dependência de empresas privadas para capacidades militares estratégicas.
Até o momento, nem Elon Musk nem a xAI se manifestaram publicamente sobre a revelação. O caso reforça o papel central que a IA assumiu no segundo mandato de Donald Trump, especialmente no Oriente Médio.


