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A deputada americana Ilhan Omar, democrata de Minnesota, nascida na Somália e naturalizada americana, é alvo de investigações federais sobre possíveis irregularidades em documentos de cidadania. O caso também reacendeu antigas alegações, nunca comprovadas publicamente, de que ela teria se casado com o próprio irmão para facilitar sua imigração para os Estados Unidos.
Omar se casou em 2009 com Ahmed Nur Said Elmi, cidadão britânico, e se divorciou dele em 2017. Críticos sustentam que os dois seriam irmãos biológicos e que o casamento teria sido fraudulento. A deputada nega as acusações. Questionada recentemente sobre um possível parentesco, respondeu: “Não que eu saiba”.
Em 12 de outubro de 2026, agentes federais realizaram uma busca judicialmente autorizada na residência de Omar, em Washington. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, passaporte, cadernos e outros materiais. As investigações incluem suspeitas de declarações falsas e possíveis irregularidades em documentos relacionados à sua cidadania.
Omar rejeita as acusações e afirma que as apurações têm motivação política. Até o momento, não há comprovação pública conclusiva de fraude no casamento nem acusação formal que estabeleça sua participação em irregularidades migratórias.
DESNATURALIZAÇÃO
O caso também chama a atenção para a desnaturalização, mecanismo pelo qual o governo americano pode pedir à Justiça a revogação da cidadania de uma pessoa naturalizada. O procedimento pode ser iniciado quando há evidências de que a cidadania foi obtida ilegalmente ou mediante ocultação deliberada de informações relevantes.
Prevista na legislação federal, a medida exige um processo judicial e provas consistentes. Se a cidadania for revogada, a pessoa poderá ficar sujeita a procedimentos migratórios, inclusive de deportação, conforme as circunstâncias do caso.
Embora o governo Trump tenha ampliado a atenção sobre possíveis fraudes migratórias, a desnaturalização continua sendo uma medida excepcional. No caso de Omar, o desfecho dependerá das provas reunidas e de eventual avaliação judicial.


