PROVO, Utah, 2 set 2026 (JSNEWS) – O juiz Tony Graf decidiu nesta terça-feira que Tyler Robinson, de 23 anos, deve ir a julgamento pelo assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, ocorrido em 10 de setembro de 2025 na Utah Valley University, em Orem. A pena de morte, executada em Utah por pelotão de fuzilamento, permanece como opção se houver condenação.
Após audiência preliminar de cinco dias em julho e alegações finais, Graf concluiu haver causa provável para assassinato agravado e outras seis acusações: disparo de arma de fogo com lesão grave, duas de obstrução da justiça, duas de coação de testemunha e crime violento na presença de criança. Robinson se declarou inocente ao final da sessão.
O juiz acolheu o argumento da acusação de que o disparo, feito de um telhado a mais de 120 metros durante evento com cerca de 3 mil pessoas, criou risco concreto a terceiros — fator que, pela lei de Utah, torna o réu elegível à pena capital, executada no estado por pelotão de fuzilamento.
A defesa pedia o rebaixamento para homicídio simples, passível de 15 anos a prisão perpétua, alegando que o tiro atingiu apenas o alvo pretendido. Graf rejeitou o pedido, afirmando que as circunstâncias permitem inferir que o acusado sabia da presença de outras pessoas próximas a Kirk.
Kirk, de 31 anos, fundador da Turning Point USA e aliado do presidente Donald Trump, foi atingido no pescoço enquanto respondia a perguntas do público. Robinson se entregou no dia seguinte, após ser reconhecido pelos pais. Familiares de Kirk e de Robinson acompanharam a sessão.
A data do julgamento ainda não foi marcada. A família Kirk pediu celeridade. O Ministério Público já havia anunciado que buscará a pena de morte por fuzilamento.


